Globo Celeste

Instrumento da coleção do Observatório Astronómico de Lisboa

Fabricante: Alexandre Délamarche, Paris, França, MUHNAC-UL 010461

Os globos celestes são mapas esféricos do céu que representam as posições aparentes das estrelas e constelações, na esfera celeste. O sol, a lua e os planetas não aparecem, uma vez que, a sua posição varia em relação às estrelas, ditas fixas.

Os primeiros globos foram provavelmente produzidos pelos gregos antigos. Há medida que os astrónomos foram conhecendo melhor o céu e os corpos celestes, os globos foram sendo cada vez mais detalhados e precisos.

Este globo celeste, que podemos encontrar no Observatório Astronómico de Lisboa, foi fabricado por Alexandre Delamarche. O espaço sideral está representado a verde e as constelações, a branco. As estrelas são desenhadas e distinguem-se por seis ordens de grandeza, através de uma escala de magnitudes, inscrita no Globo. Tem ainda desenhado o equador celeste, a eclíptica, o ciclo descrito pelo eixo de rotação da Terra, com um período de precessão de 25870 anos, uma rosa dos ventos e constelações como a Nau que, entretanto, deixaram de ser usadas.

Perto da constelação de Hydra existe a seguinte inscrição “Globe Céleste approuvé par l’ Université. Par A. Delamarche, Ancien élève de l’école Polytechnique, Ingénieur Hydrographe de la Marine, Paris, 7, Rue du Battoir”.

O globo está apoiado num suporte de coluna assente em três pés em mogno trabalhado, ao estilo Napoleão III. No anel horizontal de suporte está inscrito o ciclo anual e os signos do Zodíaco. O anel vertical de suporte é metálico e tem inscrita a escala das latitudes.

Os globos celestes foram, ao longo dos tempos, usados para cálculos astronómicos, ensino de navegação astronómica ou apenas como objetos decorativos, dada a beleza e fascínio que suscitam.

 

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