Jardim Botânico Tropical

Jardim Botânico Tropical

Um ano após o encerramento para obras de remodelação, o Jardim Botânico Tropical reabriu ao público, estando concluída a primeira fase do Programa de Recuperação e Beneficiação do JBT que prevê não só uma intervenção paisagística como também do património edificado. 

O Palácio dos Condes da Calheta está encerrado ao público.

 

O Jardim Botânico Tropical situa-se em Lisboa, na zona monumental de Belém, junto ao Mosteiro dos Jerónimos. Ocupa uma área total de cerca de 7 hectares, integrando um Parque Botânico aberto ao público com 5 hectares. Com um património vegetal especializado em flora tropical, o Jardim encontra-se classificado como Monumento Nacional.

Desde 2015 que o Jardim Botânico Tropical integra a Universidade de Lisboa, sendo atualmente gerido em conjunto com o Museu de História Natural e da Ciência e o Jardim Botânico de Lisboa e desenvolvendo atividades de caráter científico, educativo, cultural e de lazer, no âmbito da preservação e valorização do património e da difusão da cultura científica sobre a ciência tropical e a história e memória da ciência e da técnica nos descobrimentos, na expansão e na colonização portuguesas.

História

O Jardim foi criado em 25 de Janeiro de 1906 por Decreto Régio, no contexto da organização dos serviços agrícolas coloniais e do Ensino Agronómico Colonial no Instituto de Agronomia e de Veterinária, tendo-se denominado então Jardim Colonial.

Inicialmente instalado nas Estufas do Conde de Farrôbo e respetivos terrenos anexos, o Jardim foi transferido em 1912 para a “Cêrca do Palácio de Belém”, onde ainda hoje se encontra.

Este Jardim, com uma forte vocação didática, foi considerado “base indispensável ao ensino” por ser “indispensável o exemplar vivo para que a demonstração seja rigorosamente scientifica e educativa, para que o alumno não fique imaginando somente como são os animaes e os vegetaes, mas tenha a noção viva da realidade”.

Desde os seus primórdios, o Jardim Colonial também foi entendido como centro de estudo e experimentação de culturas, como espaço de recolha de informação sobre a agricultura colonial, como centro promotor de relações com instituições congéneres (designadamente tendo em vista o intercâmbio de material vegetal) e como centro fundamental para a resposta a questões de índole técnica.

Nas bases para a organização dos serviços agrícolas coloniais, aprovadas e publicadas com o Decreto acima referido, estabeleceu-se ainda que a instalação do ensino agrícola tropical incluía um “laboratório” e um “museu” e que o Diretor do Jardim seria o docente da disciplina de Geografia económica e culturas coloniais.

Esta situação manteve-se até 1944, data em que o Jardim Colonial se fundiu com o Museu Agrícola Colonial para formar o Jardim e Museu Agrícola Colonial. O Jardim deixou então de estar sob a dependência pedagógica do Instituto Superior de Agronomia e o seu Director deixou de ser um docente deste Instituto. A designação evoluiu em 1951 para Jardim e Museu Agrícola do Ultramar, passando a integrar em 1974 a Junta de Investigações do Ultramar, posteriormente Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT).

Em 1983 o Jardim adotou a designação de Jardim-Museu Agrícola Tropical (JMAT), constituindo uma das unidades funcionais do Instituto de Investigação Científica Tropical, e contando entre as suas competências a de “desenvolver e assegurar a manutenção de colecções de plantas vivas das zonas tropicais e subtropicais, ao ar livre ou em ambiente confinado, com classificação e catalogação actualizadas, que constituem material de estudo e ensino”.

Para apoiar a direção do IICT na dinamização e realização de atividades no Jardim, foi criada, em 17 de junho de 2005, a Liga dos Amigos do Jardim Botânico Tropical, associação sem fins lucrativos que se propõe, ainda, angariar fundos complementares e contribuir para a definição das linhas orientadoras do Jardim Botânico Tropical.

Em 2007, o Jardim foi classificado como Monumento Nacional, juntamente com o Palácio Presidencial e outros espaços da zona de Belém.

Em 2015, o Jardim Botânico Tropical passou a integrar a Universidade de Lisboa, após a extinção por fusão na Universidade do IICT, I.P, sendo parte da nova Unidade Especializada IICT, criada no âmbito da ULisboa.

Plantas

O Parque e Estufas do Jardim Botânico Tropical reúnem um conjunto de cerca de 600 espécies originárias de vários continentes.

A maioria das espécies é de origem tropical ou subtropical, no entanto, existem algumas originárias de regiões temperadas.

De entre o acervo deste Jardim, podem salientar-se os seguintes exemplares:

  • Ficus macrophylla Pers. e F. sycomorus L., pelo porte notável que exibem;
  • Araucaria heterophylla (Salisb.) Franco, Dracaena draco (L.) L.,
  • várias espécies de Encephalartos, lauráceas de origem macaronésica como Apollonias barbujana (Cav.) Bornm., (Steud.) Franco, Ocotea foetens (Aiton) Benth. e Persea indica (L.) Spreng. e palmeiras (C.Moore et F.Muell.) Becc., Jubaea chilensis (Molina) Baill. e Washingtonia filifera (Linden) H.L. Wendl., espécies ameaçadas de extinção;
  • Ginkgo biloba L. e Eucommia ulmoides Oliv., espécies que se supõe atualmente extintas nos seus habitats naturais;
  • Cycas revoluta Thunb., espécie dióica, conhecida desde o Triássico, que apresenta as flores femininas mais primitivas;
  • elevado número de espécies de interesse económico das famílias Agavaceae, Araceae, Myrtaceae, Moraceae e Palmae utilizadas na alimentação, como fornecedoras de madeiras ou fibras, usadas para sombreamento de culturas ou arruamentos e ornamentais, entre outras.

Património artístico-cultural

O Jardim Botânico Tropical encontra-se situado num espaço de quintas e casas de recreio da nobreza portuguesa dos séculos XVI a XVIII. Um dos edifícios em destaque é a Casa do Fresco do século XVII, também denominada Casa do Veado, devido à figura animal que adorna o seu portal, atualmente escondida num dos cantos do jardim. Mais visível é o Palácio Calheta ou Palácio do Páteo das Vacas, que pertenceu aos Condes da Calheta até ser adquirido por D. João V em 1726. Deste período subsiste ainda vária estatuária em mármore de Carrara de Bernardino Ludovici (1693-1749), Giuseppe Mazzuoli (1624-1725) e outros artistas, tanto no jardim como no Palácio.

Do período inicial do Jardim Colonial ficou, principalmente, a Estufa Principal, edificada em ferro em 1914.

A Exposição do Mundo Português (1940), que ocupou grande parte da zona de Belém, teve um muito importante polo no próprio jardim, a Seção Colonial, dando origem a várias novas estruturas, como o edifício da Casa Colonial (atualmente denominada Casa da Direção), com painéis de azulejos de temática colonial, o antigo Restaurante Colonial, o Pavilhão das Matérias-Primas e o Arco de Macau. Datam desta mesma exposição, os catorze bustos africanos e asiáticos do escultor Manuel de Oliveira que povoam o jardim e os dois painéis de madeira em baixo-relevo do escultor Alípio Brandão, expostos no átrio do Palácio da Calheta, com temática centrada na agricultura e pesca nas colónias.

App JBT

A partir de 14 de junho, os visitantes do Jardim Botânico Tropical, em Belém, vão ter à sua disposição uma aplicação móvel (App) que lhes permitirá uma experiência totalmente diferente de interação com os diferentes espaços e épocas do Jardim.

A aplicação, que se designa “App JBT” é composta por quatro percursos temáticos que recorrem a experiências de realidade aumentada e multimédia: “Árvores a Não perder”, onde se identificam as árvores mais emblemáticas do Jardim; “Jardim com História”, em que o visitante é convidado a conhecer as múltiplas épocas históricas deste espaço, que remonta ao século XVII; “Aves”, que permite conhecer as espécies de aves mais comuns no Jardim; e “Sensores da Natureza”, a partir do qual o público poderá conhecer a diversidade natural que este espaço tem para oferecer.

Na versão presente, a aplicação está disponível em quatro línguas (português, inglês, francês e espanhol) e foi concebida para sistema Android 6.0. Os quatro percursos da App poderão ser descarregados, existindo no local um ponto de wi-fi gratuito junto do edifício da “Casa da Direção”, de modo a permitir ao visitante explorar o Jardim de uma forma orientada, encaminhando-o para os principais pontos de interesse.

Esta aplicação móvel foi desenvolvida no âmbito de um projeto da Reitoria da Universidade de Lisboa (ULisboa), envolvendo parceiros da Faculdade de Ciências da ULisboa (Departamentos de Informática, de Biologia Animal, de Biologia Vegetal e de Engenharia Geográfica, Geofísica e Energia) e do Museu Nacional de História Natural e da Ciência da ULisboa.

Link para descarregar a app JBT: https://jbt.ulisboa.pt/


 

Visitar o Jardim Botânico Tropical

Localização

  • Largo dos Jerónimos, 1400-209 Lisboa
     

Horários

O Jardim encontra-se aberto todos os dias, exceto nos feriados de Natal e 1 de janeiro

Devido à evolução da pandemia COVID-19, implementámos um conjunto de medidas para que disfrute da sua visita em segurança.

  • Suspensão do período de gratuitidade
  • Alteração do horário do jardim: 10h00 às 20h00

Saiba mais sobre as regras de acesso ao Jardim Botânico Tropical, aqui.

 

Consulte o Preçário.

É permitida a entrada de cães-guia.
 

Regras de utilização do Jardim Botânico Tropical
 

Mais informações:

Folheto do Jardim
Mapa do Jardim

Flyer
Garden's Map

Como chegar

De Autocarro

  • 714, 727, 728, 729

De Elétrico e Comboio

  • Elétricos: 15 e 18
  • Comboio: Linha Cais do Sodré-Cascais (Estação de Belém)

Contactos

  • Morada: Largo dos Jerónimos, 1400-209 Lisboa
  • Tels: +351 213 921 808

  • E-mail: geral@museus.ulisboa.pt

 

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