Pequenos monumentos que atestam o início da possibilidade

Exposição de Ana Rito & Hugo Barata

Quando: 
8 de Julho de 2015 a 1 de Agosto de 2015
Onde: 

Sala do Veado - Museu Nacional de História Natural e da Ciência

A materialidade de uma imagem, e a iminência do toque, manifesta-se na superfície tensional do mundo e das coisas, transportando-nos, de quando em vez, para locais inacessíveis, implausíveis e imensuráveis. Para Lucrécio a imagem é uma coisa flutuante, em trânsito, que deixa rastro, abre fendas e ostenta cicatrizes, como uma pele, como uma película. A “inelutável modalidade do visível” (ineluctable modality of the visible) sugerido por Joyce em Ulisses, aponta a invasão, o “encavalgamento” entre o olhado/tocado e o que olha/toca como se a tactilidade fosse prometida, de uma certa forma, à visibilidade. Cada trabalho é uma pesquisa e acarreta consigo outras possibilidades de investigação, logo é precisamente no interstício das coisas que o pensamento flui e que outras imagens são chamadas.

Nesta exposição - que inclui vídeo, filme, pintura e objectos - os artistas apresentam um conjunto de obras que pretendem criar zonas de conflito e de diálogo, e que nascem de corpos de trabalho que encontram pontos de confluência entre si. Considerando referências como a poesia, o texto ou a performance, os artistas enveredam por uma instalação na Sala do Veado do Museu Nacional de História Natural e da Ciência concebida como encadeamento entre universos autorais. Será apresentada uma peça conjunta e será lançado o catálogo da exposição até ao fim da mostra.

 

Biografias dos artistas

 

HUGO BARATA (1978)

Artista/Curador. Vive e trabalha em Lisboa. Frequenta o Mestrado na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, vertente Pintura. Expõe o seu trabalho desde o início dos anos dois mil, tendo participado em diversas exposições individuais e coletivas. O seu trabalho desenvolve-se sobretudo nas áreas da pintura, escultura e vídeo, e está incluído em diversas coleções particulares e públicas, em Portugal e no estrangeiro. Desenvolve também trabalho de investigação e de curadoria independente de exposições, em instituições museológicas e em plataformas alternativas. Dos últimos projetos expositivos destacam-se as exposições The Age of Divinity, Plataforma Revólver, Lisboa, DIG, DIG: Digging for culture in a crashing economy, Plataforma Revólver, Lisboa, 2012, e Uma ideia nova declina-se forçosamente com uma definição inédita, (artista/curador) Plataforma Revólver, Lisboa, 2012. Dos projetos de curadoria independente recente destacam-se Curating the Domestic – Images at home, Trienal de Arquitetura de Lisboa, OBSERVADORES – Revelações, Trânsitos e Distâncias, Museu Coleção Berardo, Lisboa, 2011, Sucking reality, BES – Arte e Finança, She is a Femme Fatale#2, Faculdade Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, Campus de Caparica, 2010, e She is a Femme Fatale#1, Museu Coleção Berardo, Lisboa, 2009. Membro fundador do Teatro do Silêncio, com Direção Artística de Maria Gil.

 

ANA RITO (1978)

Desenvolve a sua actividade entre a prática artística, a curadoria, a investigação e a docência. Desde 2002 que participa em várias exposições enquanto artista e enquanto curadora. Em 2007 participa na exposição colectiva Faccia Lei, comissariada por Elena Agudio no SpazioTetis-Arsenale, 52ªBienal de Veneza. Apresenta em 2010 PUPPE PROJECT, na Galeria MAM Mario Mauroner Contemporary Art, Viena, comissariada por Fabrizio Plessi no âmbito do Festival Art&Film, There is no World when there is no mirror, PalácioPombal, inserida no Festival Temps d´Images e produzida pela Fundação Calouste Gulbenkian e participa na mostra A Culpa não é minha – Colecção António Cachola, Museu Colecção Berardo, seguida depois de O Museu em Ruínas, MACE–Elvas. Entre 2009 e 2011 co-comissaria com Hugo Barata e Jean-François Chougnet She is a Femme Fatale#2, Faculdade Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, Campus de Caparica, 2010,  She is a Femme Fatale#1, Museu Coleção Berardo, Lisboa, Observadores – Revelações, Trânsitos e Distâncias, Museu Colecção Berardo e em 2013 organiza o projecto CURATING THE DOMESTIC – Images@home, Trienal de Arquitectura de Lisboa. É curadora da exposição A Visão Incorporada/The Embodied Vision – Performance para a câmara (com Jacinto Lageira), no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado em 2014. É actualmente Bolseira da FCT, encontrando-se a realizar Doutoramento na especialidade de Instalação-vídeo, em torno da performatividade da imagem movente.

 

Inauguração: 7 de Julho, 21h30
Residência para autores: de 8 a 15 de Julho
Finissage e lançamento de catálogo: 31 de Julho, 21h30

 

Apoio:
Duplacena

Exposição temporária