Coleção de fotografia das Missões Geográficas e Geodésicas

O Dia Mundial da Fotografia comemora-se anualmente a 19 de agosto. Este mês celebramos a fotografia com exemplares da coleção de fotografia das Missões Geográficas e Geodésicas.

A 19 de Agosto de 1839 foi anunciado, pela primeira vez ao mundo, através da Academia Francesa de Ciências, um processo fotográfico. Tratava-se do daguerreótipo, inventado por Louis Daguerre, uma imagem única, positivada, numa chapa de cobre com prata polida.

Quase simultaneamente, Fox Talbot anunciou a invenção do processo negativo- positivo, conceito que ainda hoje prevalece e que permite múltiplas reproduções a partir da mesma matriz.

Inicialmente em papel encerado, o negativo evoluiu para um suporte em vidro, que por ser mais transparente, plano e estável permitia uma imagem mais nítida. Para aperfeiçoar o processo e permitir maior sensibilidade à luz, introduziu-se a gelatina como ligante dos sais de prata ao vidro, tornando o processo tão eficaz e rápido (passou dos minutos de exposição a fragmentos de segundo), que em 1880 já era industrializado universalmente. Este processo permitia que os negativos fossem guardados após a exposição e posteriormente fossem revelados, evitando levar o estúdio para o campo.

Entre 1907 e 1910, Gago Coutinho chefiou a Missão Geodésica da África Oriental, que documentou fotograficamente em 350 negativos de gelatina e prata em vidro. Desta reportagem, resultou um álbum fotográfico que documentou os aspetos mais significativos desta missão, impresso em 1921.

Apresentamos um negativo de vidro original e a respetiva prova no álbum dessa Missão, onde podemos ver Gago Coutinho fazendo o reconhecimento do terreno no topo de uma árvore, contornando assim a vegetação alta que impedia as observações de distância.

Em Portugal, os negativos em vidro de gelatina e prata foram utilizados até à déc. de 50 do séc. XX.

 

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